domingo, 31 de outubro de 2010

A palavra dos militantes - ALEGRE E CAVACO - Farinha do mesmo SACO

Manuel Alegre é um homem que tem uma legítima vaidade. Nem precisa de o impôr.
Escreve, é poeta. A sua poesia é declamada, é repertório de letras para músicas de muitos cantores, ao nível de intervenção ou mesmo em utras áreas musicais.

Tem figura física altiva que se enquadra no protótipo do macho latino cujo timbre de voz ajuda a transmitir a sua mensagem, principalmente de agrado no eleitorado feminino.

É portanto um político vaidoso, não o renega e involuntàriamente fomenta-o.

Para os sectores da Esquerda Portuguesa é uma atracção inegável - esteve refugiado na Argélia de Ben Bella, onde a sua voz acusadora contra o regime salazarento se ouvia por todos os cantos de Portugal. Teve comportamentos na sua vida militar de oposição evidente ao regime de então.
Mas congelou ideològicamente quando se acomodou nas cadeiras do Parlamento com o emblema da Rosa já pálido na lapela.

Desde aí não lhe conheço uma só sequer atitude coerentemente de Esquerda até aos nossos dias. Esse gesto contra o Código do Trabalho não me parece ser relevante, pois ele foi aprovado sem muito alarido da sua parte.

Foi sistemàticamente deputado pelo Partido Socialista, levado pela mão de son ami Mário Soares, com esporádica passagem por um Governo onde, como Secretário de Estado, saneou diversos trabalhadores de esquerda de um jornal de então.

Manuel Alegre foi no Parlamento um férreo seguidor das políticas do PS, votando "sim" a inúmeros Decretos, todos nefastos à Democracia real e posso mesmo apodá-los de atentados e traições à Pátria, pelas consequências aí à vista nos dias actuais.

Houve um ror de Leis feitas pelo "monarca" Mário Soares aprovadas na Assembleia da República e não houve uma única vez que tenha votado contra ou mesmo se abstido. Nenhuma declaração de voto, sequer.
Sempre fidelìssimo à destruição do aparelho produtivo nacional, enquanto assobiava para o lado ou escrevia mais umas quantas estrofes para o livro seguinte.

Manuel Alegre votou a Lei 77 de 1977 que eliminou a Reforma Agrária. Que não o foi muito, pois mal começou. Mário Soares e Manuel Alegre não tiveram contemplações com os milhares de trabalhadores do Alentejo que ocuparam muito justamente largos milhares de hectares de terras abandonadas ou sub-aproveitadas por senhores feudais; de propósito não lhes forneceu meios para levarem adiante uma organização capaz que vizasse o aumento de produção de cereais a que se propuseram generosamente, mesmo com maus salários.

Com essa Lei, executada com paixão por esse vil António Barreto, os Trabalhadores Agrícolas emigraram, os campos voltaram a ficar improdutivos, as aldeias desertas. Os tais senhores feudais recuperaram as herdades com chorudas indeminizações para depois as venderem realizando novas mais-valias.
Hoje pouco mais que são olivais a prazo curto e coutadas com cercas de arame farpado ...

Manuel Alegre, o seu Patrão Soares e outros amigos iniciaram o ciclo negro das Privatizações - empresas públicas algumas com sucesso vendidas aos privados, cujo primeiro passo foi reduzir os postos de trabalho.

Ambos cozinharam a entrada de Portugal na Comunidade Europeia - tão nefasto foi esse passo que todos sabemos que a Zona Euro fez subir em flecha os preços dos bens de primeira necessidade. Ao invés dos salários que regrediram, deve-se dizê-lo sem medo de errar. A troco de muitos quilómetros de novas auto-estradas!
Somos dos parentes mais pobres da Comunidade Europeia, só para afirmarmo-nos como "Europeístas", quando na verdade apenas o somos pela Continuidade Geográfica!

Com o aval desse senhor agora Candidato a PR...

Num assomo de esquisito orgulho quiz e quer ser Presidente da República, mais um Corta-Fitas.

Afirma-se agora, na 2ª tentativa, de Candidato Supra-Partidário. Como é isso, se mantém a sua qualidade de "importante" do PS, aufere pensão de reforma como ex-deputado, tem o apoio da máquina do PS e também o do Bloco de Esquerda, quanto a mim uma atitude extremamente infeliz e eivada de impureza ideológica ?

Parolos? Nem tanto! No que me toca, esse cidadão é um autêntico Duplo-Partidário : PS e BE, aqui de mãos dadas, aliança contra-natura, ainda que pontual...
Se o BE combate e bem, melhor que ninguém, as políticas do Governo-PS, vai agora ombrear com bandeiras ao lado desses fariseus socialistas? Haverá um preço a pagar, disso tenho a certeza...

Na 1ª tentativa para PR, teve oportunidade de sair do PS, logo que teve o atrito com M.Soares.
Nas últimas Legislativas podia ter saído do PS. Nestas últimas nem se coibiu de apoiar Sócrates, o político decisivo do afundamento da Nação.
Não é portanto um Independente. Mas de mentiras e nuances estamos todos fartos de ouvir da boca dos políticos.

Manuel Alegre não tem poderes especiais para PR - são iguais aos de Cavaco Silva. Os poderes do PR estão definidos, recortados.
Espantou-me ouvir MA que se for PR, se determinada lei do Governo lhe desagradar, vetá-la-à !
Foi brincadeira ou falha propositada, porque se uma lei for vetada pelo PR, a mesma regressará após passar pela AR, e terá que ser promulgada cegamente.
Lamentou-se há dias na Madeira do PS e PSD não terem chegado a acordo sobre o Orçamento CRIMINOSO de 2011.
É este o Candidato do BE ? Defendendo o naufrágio da Nação? Se fosse apenas Candidato PS, aí eu veria coerência!

Se me questionam sobre qual alternativa, aí não tenho dúvidas. Nem sequer o candidato do PCP é credível : esse político defendia há poucos anos atrás as maravilhas do Estado Soviético, quando na verdade era um covil das maiores misérias da Humanidade !!

A solução está perdida ou adiada.

As únicas forças de Esquerda em Portugal - o BE e o PCP - deveriam ter um CANDIDATO ÚNICO para desmascarar toda a actual embrulhada política. E desistir à boca das urnas !

Urge REFUNDAR a República, a Quarta !
Mudar o REGIME em que vivemos !

Eis está uma solução vital para Portugal - MUDAR O REGIME !

Livrarmo-nos do Cavaco, Sócrates, Jaime Gama, M.Alegre, Passos, Paulo Portas ,Manuela Leite, Durão, Santana..uma infinidade de coveiros que por aí proliferam impunes ...
Sem esta classe política que já passou pelo Poder, conspurcada por Corrupção, Pedofilias, Controle do Poder Judicial, Submissão ao Capital,Transferências para Offshores, Luvas, Subornos,Vendilhões da Pátria, Mentiras diárias...

Há que criar novas e perenes relações do Poder Político com o Trabalho. Olhar com respeito a Classe Trabalhadora. Recuperar o Sector Primário, nomeadamente a expropriação dos campos do Alentejo, onde se devem produzir os bens alimentares básicos que hoje são importados.
Com o Alqueva abrem-se as portas às culturas de Regadio, a par do Sequeiro ou cultura cerealífera sistemática.

Nas Relações Internacionais dever-se-ia previlegiar o inter-relacionamento com os PALOPs, fontes de matéria prima inesgotável e com laços culturais indeléveis connosco. São Países desejosos de dialogar com Portugal a todos os níveis!

Não é com Manuel Alegre, Cavaco e outros que tais que conseguiremos estes objectivos.

São gente esclerosada que deveriam estar quietos e sossegados, rezando aos seus deuses para não terem à porta uma inspecção isenta a todos os seus rendimentos...

No dia da Eleição do novo Presidente desta "República" , irei a Espanha, bem aqui perto, para não olhar mais um marcar passo do nosso desenvolvimento...


José Jorge Cameira
Aderente BE nr 6445
Beja, 29 Outubro 2010

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Resposta do Secretariado

Sobre as perguntas que coloquei ao Secretariado do Bloco de Esquerda, recebi hoje esta resposta.
As que ficaram por responder dizem tudo. A forma como se respondeu também.
Isabel Faria - Lisboa

Camarada,

A resposta aos aderentes que subscreveram a petição por uma Convenção Extraordinária é uma obrigação deste órgão, na sequência das decisões da Mesa Nacional.
Essa resposta foi enviada por email (para os camaradas que dispõem de um endereço electrónico na base de dados central) e por correio normal (para os restantes, que a recebem esta semana). Já os contactos entre subscritores da petição deverão ocorrer pelos seus meios próprios, como é natural.

Saudações bloquistas
Pelo secretariado,
Jorge Costa

domingo, 5 de setembro de 2010

Perguntas ao Secretariado



Lisboa, 5 de Setembro de 2010

Camaradas,

1 – Dois meses depois, recebi uma resposta do Secretariado, não assinada, ao documento entregue na reunião da Mesa Nacional de 3 de Julho.

...

2 - O documento entregue tinha, para além dos nomes dos subscritores, esta nota: " Considerando que o número de subscritores da convocatória extraordinária da Convenção é superior a 10% dos aderentes no exercício dos seus direitos, nos termos estatutários, solicitamos:

– Que seja convocada extraordinariamente a Convenção Nacional, sem carácter electivo, para análise da situação política e posição do partido nas eleições presidenciais."

3 - A Mesa Nacional nunca se pronunciou sobre esta proposta entregue a 3 de Julho.

4 - A petição entregue a 3 de Julho inclui 318 nomes.

5 - No documento estão assinalados os nomes de dois camaradas com a indicação de que deixaram de ser aderentes do Bloco.

6 - Na petição constam, efectivamente, 3 nomes repetidos.

7 - Assim, a petição inclui 313 nomes de aderentes do Bloco.

8 - Solicito que me informem quem são os "não membros do Bloco" que constam da Petição.

9 - No Bloco de Esquerda nunca se exigiu, que eu tenha conhecimento, a assinatura de quem quer que seja para subscrever moções, fazer parte de listas a Coordenadoras, à Mesa Nacional ou a qualquer outro órgão do Partido. Pela minha parte, desde que entrei para o Bloco de Esquerda, nunca assinei para subscrever ou fazer parte de qualquer Moção ou lista, apoiar candidaturas ou qualquer outro documento interno, com excepção da ficha de inscrição.

Solicito que me informem onde está essa obrigatoriedade consagrada, quando entrou em vigor, porque nunca antes foi cumprida e quem tomou essa decisão.

10 - Apesar da vossa resposta do dia 2 de Setembro não o ter sido, solicito que estas perguntas e as vossas respostas sejam enviadas a TODOS os subscritores.



Saudações bloquistas

(Isabel Maria de Sousa Lopes de Faria – Aderente nº 3074)


Resposta do Secretariado

O Secretariado do Bloco de Esquerda, decidiu responder, dois meses depois de entregue a subscrição, a alguns subscritores da convocatória da Convenção Extarordinária.
Aqui fica a resposta para todos, especialmente para os camaradas que não foram contemplados com a resposta do Secretariado.

AOS SIGNATÁRIOS DA PETIÇÃO POR UMA CONVENÇÃO EXTRAORDINÁRIA

Caro camarada,

A Mesa Nacional do Bloco de Esquerda recebeu uma lista de membros do Bloco, sem assinaturas, apelando à realização de uma Convenção Extraordinária acerca das eleições presidenciais. Essa lista incluía o teu nome. Vimos por isso responder ao teu apelo.

Registamos a posição dos signatários da lista. Como sabes, a petição argumentava que, face à existência de “duas candidaturas presidenciais [Alegre e Nobre] que se movimentam na nossa área de influência", competiria a uma Convenção Extraordinária fazer a escolha. Em final de Maio, num comunicado público em nome de todos os “signatários do apelo”, Alegre já passava a ser equiparado a Cavaco Silva.

Qualquer destas duas posições é certamente discutível. Mas, como sabes, a Mesa Nacional entendeu que o mandato da Convenção estava estabelecido com clareza e aprovou uma resolução de apoio a Manuel Alegre, com dois votos contra, na sua reunião de Janeiro. Na sua reunião de Março, alguns membros da Mesa propuseram a realização da Convenção Extraordinária, tendo recolhido oito votos. A resolução da Mesa, recusando essa convocação, está disponível aqui para todos os aderentes.

A petição agora entregue inclui 306 nomes, alguns dos quais repetidos e com outros que não são membros do Bloco. Ora, como sabes, os Estatutos estabelecem que é preciso 10% de assinaturas para a convocação da reunião. A lista representa cerca de um terço dessa regra e não tem, portanto, efeito estatutário.

Saudações bloquistas,
O Secretariado do Bloco de Esquerda

domingo, 4 de julho de 2010

Subscrição entregue

Foi ontem entregue a subscrição para a realização da Convenção Extraordinária subscrita por 316 camaradas (dos 318 que a subscreveram dois camaradas saíram, entretanto, do Bloco). O documento que entregámos foi o seguinte:


""Camarada,

A VI Convenção Nacional do Bloco de Esquerda, que reuniu a 7 e 8 de Fevereiro de 2009, em Lisboa, aprovou uma Orientação Política concreta e objectiva relativamente às eleições presidenciais: “O Bloco de Esquerda defenderá a necessidade de uma candidatura presidencial da convergência mais ampla possível para a luta política da esquerda, sem prejuízo da possibilidade de apoiar uma candidatura da sua área política no caso em que essa alternativa não se concretize”. Assim sendo, não foi dado mandato para se proceder ao apoio de qualquer candidatura, nomeadamente, que pudesse ser apoiada pelo Governo de José Sócrates.
Face à existência, neste momento, de duas candidaturas presidenciais que se movimentam na nossa área de influência e à hipótese da mais poderem vir a surgir, e, ainda, às várias e divergentes interpretações que estão a ser dadas à deliberação da Convenção, os aderentes subscritores deste documento entendem reafirmar que só uma Convenção Nacional do Bloco de Esquerda pode deliberar sobre este assunto."


Considerando que o número de subscritores da convocatória extraordinária da Convenção é superior a 10% dos aderentes no exercício dos seus direitos, nos termos estatutários, solicitamos:

– Que seja convocada extraordinariamente a Convenção Nacional, sem carácter electivo, para análise da situação política e posição do partido nas eleições presidenciais.

Lisboa, 3 de Julho de 2010."

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Reunião da Mesa Nacional cancelada

Como tínhamos dado conhecimento aos camaradas que nos iam questionando e conforme decisão da reunião nacional realizada em Coimbra, no passado dia 10 de Junho, os mesários, subscritores da Convenção Extraordinária, dariam amanhã, na reunião da Mesa Nacional, cumprimento às decisões colectivamente tomadas.

Fomos informados, esta tarde, às 13.00h, menos de 24 horas antes da sua realização, que a reunião da Mesa Nacional, marcada para amanhã era anulada, devido à não comparência de grande parte dos membros da Mesa.

Gostaria de salientar que, com excepção de uma camarada que por razões pessoais não poderia comparecer à reunião, TODOS os outros camaradas que fazem parte da Mesa Nacional e que subscrevem a convocatória, iriam estar presentes na reunião a realizar amanhã.

Sem cumprir o Regulamento da Mesa Nacional, nova reunião foi marcada para o próximo Sábado, dia 3 de Julho. Nessa reunião daremos cumprimento às decisões tomadas na reunião de Coimbra.

Isabel Faria - Lisboa



terça-feira, 8 de junho de 2010

Reunião em Coimbra

Camaradas,

O processo de recolha de assinaturas para uma convocatória extraordinária de uma Convenção Nacional do Bloco de Esquerda está a chegar ao fim.

Depois das reuniões realizadas durante o mês de Maio por todo o país, depois de amanhã em Coimbra, dia 10 de Junho, na sede do BE, na Rua Ferreira Borges, 101-3.º, às 15.00 horas. Será uma reunião para decidir quais os passos finais a dar, debater a forma como decorreu todo o processo e, continuando o que sempre fizemos, tomar colectivamente decisões.

A presença e a participação de todos é importante e necessária. A luta por um Bloco democrático e militante é de todos!

Saudações bloquistas


( No caso de terem dificuldade em encontrar a sede, por favor contactem o telemóvel 96 572 21 43 (Isabel Faria).)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A montanha pariu um sapo

O apoio da Mesa Nacional do Bloco de Esquerda à candidatura presidencial de Manuel Alegre não respeita os princípios que foram definidos na última Convenção Nacional do partido nem os pressupostos em que diz assentar. É por isso que subscrevo a proposta de realização de uma Convenção Extraordinária para discutir a questão. Também é por isso que não apoio e não voto na candidatura de Manuel Alegre.

1. A orientação aprovada na Convenção definia que "O Bloco de Esquerda defenderá a necessidade de uma candidatura presidencial da convergência mais ampla possível para a luta política da esquerda, sem prejuízo da possibilidade de apoiar uma candidatura da sua área política no caso em que essa alternativa não se concretize".

É verdade que Manuel Alegre participou em algumas iniciativas de convergência entre diversas correntes ou pessoas das esquerdas. Foram iniciativas sectárias em relação à participação do PCP, por exemplo, mas não deixaram de ser mobilizadoras. No entanto, pouco tempo depois, já Alegre estava ao lado de Sócrates, a apelar à maioria absoluta do PS, nas eleições legislativas. De resto, quando votou contra o seu partido em alguma (e importante) legislação laboral, Alegre nunca provocou a derrota das propostas do PS, como recentemente lembraram dirigentes socialistas. Como escrevi há uns meses, Alegre dificilmente contribuirá para alguma convergência nas esquerdas.

2. Na resolução aprovada a 17 de Abril pela Mesa Nacional do Bloco de Esquerda escreve-se que "a acção do Bloco de Esquerda nas eleições presidenciais é uma parte essencial da sua luta para derrotar o PEC e as políticas liberais".

Se assim é, Alegre não é o candidato certo. Durante as semanas que se seguiram a esta resolução, as esquerdas mobilizaram-se para enfrentar o PEC, no Parlamento, em comícios, na grande manifestação de Lisboa. Alegre, pelo contrário, esteve sempre silencioso e chegou mesmo a mostrar "compreensão" pelas propostas do PEC, defendendo o governo e esperando o apoio do PS, que se confirmaria. Hoje, combater o PEC é também combater Manuel Alegre.

3. Este silêncio de Manuel Alegre não era difícil de prever e marca o seu compromisso com a direcção do PS, a sua cumplicidade com o governo e uma enorme diferença em relação à sua anterior candidatura, quando enfrentou o seu partido, com propostas autónomas e suportado por um amplo movimento de cidadania. Consciente de que esse movimento não é suficiente para assegurar as suas ambições presidenciais, a candidatura que agora se apresenta é suportada por dois partidos e refém dos inerentes compromissos. Ou pelo menos, como se tornou óbvio, refém dos compromissos assumidos com José Sócrates. Até Fernando Nobre, um candidato que não pretende assumir-se à esquerda, assumiu críticas mais claras e contundentes em relação ao PEC e ao programa de privatizações do governo do que Manuel Alegre.

4. José Sócrates habituou-nos a um estilo de governação e comunicação em que a palavra vale pouco: pode dizer-se hoje o que se quiser e fazer depois outra coisa qualquer. Lamentavelmente, também o Bloco segue esta linha quando um seu dirigente afirma, em plena Convenção Nacional, ser "uma fantasia" a hipótese de o BE apoiar o mesmo candidato presidencial que o governo, para, um ano e meio depois, se verificar que estão na mesma Barca Alegre, o Bloco e o Governo. Não é assim que se constrói uma "Esquerda de Confiança".

Compreende-se que seja uma situação incómoda, constatado o triste percurso de Manuel Alegre nos últimos dois anos (já para não ir mais longe). Não deixa de ser sintomático verificar que uma das pessoas que no PS votou contra o apoio à candidatura de Alegre foi Edmundo Pedro, que recordo ter visto no famigerado encontro do Teatro da Trindade. Não é uma convergência: é uma resignação à falta de alternativas, que levará alguns socialistas e alguns bloquistas a votar contrariados num candidato em que não ser revêm. Não vou por aí.

João Romão - Lisboa

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Fantasia

video

Devidamente surripiado daqui.

domingo, 30 de maio de 2010

Nem Cavaco nem Alegre

O apoio do PS a Manuel Alegre é a revelação de um segredo de polichinelo. De facto, só com muita imaginação e ingenuidade política se poderia pensar que esse apoio não foi negociado quando Manuel Alegre participou num comício em Coimbra, ao lado de José Sócrates, apelando ao voto no PS nas últimas legislativas.


A Convenção do Bloco de Esquerda realizada em 2009 não apreciou o apoio a um qualquer candidato, mas sim um perfil: “o Bloco de Esquerda defenderá a necessidade de uma candidatura presidencial da convergência mais ampla possível para a luta política da esquerda, sem prejuízo da possibilidade de apoiar uma candidatura da sua área política no caso em que essa alternativa não se concretize”.


Como é evidente, Manuel Alegre poderia ser uma figura que se enquadrasse nesse perfil, se tivesse querido afastar-se da governação de José Sócrates, que tantas vezes justamente condenou. Mas Alegre optou pelo comício de Coimbra, esquecendo o comício do Trindade. É uma opção legítima, mas é uma opção que o coloca no campo dos adversários do Bloco de Esquerda.


O que temos neste momento é um Manuel Alegre apoiado pelo PS de Sócrates, pela direita anti-social do Partido Democrático do Atlântico e, paradoxalmente, pelo Bloco de Esquerda. E esta não é, obviamente, a “convergência mais ampla possível para a luta política da esquerda”. E é por isso que centenas de militantes do BE continuam a reclamar a realização de uma Convenção extraordinária, para a qual prossegue a recolha de assinaturas, simultaneamente com a realização de reuniões distritais, que culminarão com um encontro nacional em Coimbra, no próximo 10 de Junho. Porque nos recusamos a fazer campanha com Sócrates e o PS, porque nos recusamos a apoiar quem apoia este governo e o desresponsabiliza das políticas anti-sociais, como faz Manuel Alegre ao criticar a União Europeia e as agências de rating, para poupar Sócrates e o governo, que seriam inocentes vítimas.


Enquanto militantes do Bloco, continuaremos a lutar para que todos os que confiam no partido possam manifestar nas próximas presidenciais, com o seu voto, o seu repúdio ao liberalismo capitalista, contribuindo assim, também, para derrotar Cavaco Silva.


Os subscritores da Convenção extraordinária do Bloco de Esquerda


30 de Maio de 2010

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Das palavras do PS aos silêncios de Alegre

Nesta notícia do Público sobre as posições dos dirigentes e deputados do PS em relação ao apoio à candidatura de Manuel Alegre, estão todas as razões que me levam a não apoiar Alegre e a achar um erro político o apoio do Bloco de Esquerda. E, consequentemente, para ter tomado em mãos, juntamente com muitos outros militantes do Bloco, a luta pela realização de uma Convenção Extraordinária.
Creio que o discurso directo de alguns dos deputados da bancada do partido do Governo, fala por si:
Afirma Strecht Ribeiro, vice-presidente da bancada parlamentar do PS: "Nós, direcção de bancada [na anterior legislatura], dissemos ao Alegre: se tu alguma vez nos derrotares [ao votar contra as propostas do PS], a direcção da bancada demite-se. Ele sabia isso e a verdade é que nunca nos derrotou. Ele nunca deu esse passo , que sabia que seria muito mau para o partido".
A votação de Alegre contra o Código de Trabalho de Vieira da Silva, por exemplo,quando este já estava aprovado, sem necessitar do seu voto, é uma das bandeiras para o apoio da Direcção do BE a Alegre.
Alegre nunca teria votado contra se dele despendesse a aprovação do Código de Trabalho é a minha convicção. que Strecht Ribeiro se limita a confirmar.

Numa outra passagem da notícia, cita-se uma intervenção de Osvaldo Castro em que este terá justificado o apoio a Alegre com a necessidade de uma candidatura unificadora da Esquerda que "não afecte o Governo".
O deputado do PS acaba por dar o melhor argumento a todos aqueles que, no Bloco de Esquerda, não acreditam que Alegre seja a opção certa, cumpra as decisões da Convenção do Partido e, sobretudo, seja uma opção fiel aos princípios e aos objectivos políticos do Bloco.
Estou convicta, ou estou mesmo no Partido errado, que, apesar de não ter subscrito a Moção vencedora na Convenção do Bloco, que a "maior convergência de Esquerda" de que falava a Convenção era para "afectar" o Governo, a Direita e as políticas de Direita.

Não precisava dos argumentos e das explicações dos deputados e dos dirigentes do PS para não apoiar Alegre. Não me trazem nada de novo. Mas convinha que alguns dirigentes do Bloco as ouvissem. De espírito aberto, ouvissem as palavras dos dirigentes e dos deputados do PS e os silêncios de Alegre. E reflectissem numas e nos outros. Acredito que ainda vão a tempo.
...
Isabel Faria - Lisboa

“Ele [Alegre] nunca derrotou o PS” na Assembleia da República

Strecht Ribeiro, vice-presidente da bancada parlamentar socialista e que já disse estar ao lado de Alegre, defende que o apoio do PS ao candidato presidencial não deve ser visto como uma questão pessoal, mas sim como uma questão política. Admite que no passado houve tensão entre ele e a bancada, mas faz questão de lembrar que ele “nunca derrotou o PS”.

“Nós, direcção de bancada [na anterior legislatura], dissemos ao Alegre: se tu alguma vez nos derrotares [ao votar contra as propostas do PS], a direcção da bancada demite-se. Ele sabia isso e a verdade é que nunca nos derrotou. Ele nunca deu esse passo , que sabia que seria muito mau para o partido”, contou ao PÚBLICO.

Strecht Ribeiro admite haver “divergências” no PS, mas lembra que elas sempre existiram em relação a presidenciais, com excepção da primeira candidatura de Eanes e da segunda de Soares. E acrescenta ser importante não esquecer que Alegre “não é um candidato do PS”, mas sim “um candidato a quem o PS dá o seu apoio”.

Aos militantes que alegam o facto de o PS não se poder colocar ao lado das querelas”: “Temos de apoiar um candidato para derrotar o candidato da direita. Queremos estar ao lado do PSD e do CDS na reeleição de Cavaco?

Se alguém levantasse essa hipótese, ela seria discutida, mas ninguém a levanta. Para mim é claro quem é o meu adversário e não percebo a dificuldade de alguns em defi nirem quem querem derrotar”, acrescenta.

Strecht Ribeiro diz mesmo estranhar que “militantes do partido se ponham no papel de analistas, quando seu papel deve ser de militância”.


Luciano Alvarez PÚBLICO

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Reunião Nacional de subscritores

Depois de terminadas as reuniões distritais que tínhamos agendado, e de, tal como desde o início nos comprometemos, ter ouvido todos os camaradas que puderam estar presentes, realizaremos uma reunião final em Coimbra, a 10 de Junho, às 15.00h, em local a confirmar.
Foram três semanas de discussão intensa, democrática e participada. É isso que esperamos também para a última reunião.

Contamos com a presença de todos. Até lá, continuaremos a dar notícias e a reafirmar que a discussão política democrática e participada é o único caminho que o Bloco de Esquerda pode trilhar.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Reunião do Porto

Camarada
Os aderentes do Bloco de Esquerda subscritores da Convenção extraordinária estão a promover reuniões em vários distritosPorque este é o momento de dar a palavra aos e às militantes, deixamos apenas o apelo à participação e uma proposta de Ordem de Trabalhos, para que as reuniões possam ser produtivas e conclusivas, no que respeita às próximas iniciativas.

A reunião da Zona Norte, para os camaradas do Porto e Aveiro, será amanhã, Sábado, 22 de Maio, às 15h00, no Porto, na sede do Bloco.

Proposta de Ordem de Trabalhos
1 - Balanço da iniciativa de convocação de uma Convenção extraordinária
2 - Situação política e eleições presidenciais
3 - Próximas iniciativas (decisões sobre a continuação da recolha de assinaturas, sua entrega à direcção do partido, etc.)

Todas as reuniões são abertas aos e às aderentes, estando a participação em votações naturalmente reservada a quem subscreve a Convenção.

Saudações bloquistas e até amanhã!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Reunião de Coimbra

Camarada

Os aderentes do Bloco de Esquerda subscritores da Convenção extraordinária estão a promover reuniões em vários distritos

Porque este é o momento de dar a palavra aos e às militantes, deixamos apenas o apelo à participação e uma proposta de Ordem de Trabalhos, para que as reuniões possam ser produtivas e conclusivas, no que respeita às próximas iniciativas.

A reunião da Zona Centro será amanhã, Quinta-Feira, 20 de Maio, às 21h30, em Coimbra, na sede do Bloco.

Proposta de Ordem de Trabalhos

1 - Balanço da iniciativa de convocação de uma Convenção extraordinária
2 - Situação política e eleições presidenciais
3 - Próximas iniciativas (decisões sobre a continuação da recolha de assinaturas, sua entrega à direcção do partido, etc.)

Todas as reuniões são abertas aos e às aderentes, estando a participação em votações naturalmente reservada a quem subscreve a Convenção.

Última reunião:
Sábado, 22, às 15h00, no Porto, na sede do Bloco, para @s camaradas do Porto e Aveiro.

Saudações bloquistas e até amanhã!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Alegre e o PEC2 - reacções

“As medidas agora aprovadas como resposta à exigência do acordo europeu para garantir a estabilidade do euro e enfrentar os ataques especulativos destinam-se a dar maior credibilidade ao País para o exterior.”
Artigo de Manuel Alegre no DN


Manuel Alegre não aplaude mas diz compreender o plano de austeridade aprovado pelo Governo. E aconselha Sócrates a "falar claro e com verdade", porque "as pessoas são capazes de compreender".
Expresso, em artigo sobre Manuel Alegre


Já quanto às medidas do governo e do PSD para obedecer ao plano da UE, Alegre diz que "é necessário que sejam explicadas com clareza, verdade e rigor. Sem pedidos de desculpas nem evasivas".
Artigo no Esquerda.net


“Mas se os anteriores pontos mostram algumas contradições de Alegre no diagnóstico da crise e dos caminhos para a sua superação, a avaliação política do PEC parece mais uma tentativa de conciliar a sua candidatura com a direcção do PS. “
Nuno Teles no blog Ladrões de Bicicletas


Enquanto a esquerda se mobiliza para estar na rua em protesto, Alegre estará silencioso ou a apelar à compreensão, refém da direcção do seu partido.
João Romão no blog Almareios


O drama do Bloco é que a Esquerda Possível é a que entende as medidas. A Esquerda Necessária é a que as combate.
O problema do Bloco é não poder garantir a ninguém que, a 29 de Maio, Alegre estará na Esquerda Necessária. Ou pode?
Isabel Faria no blog Estações e caminhos


Mais uma vez fica claro que Manuel Alegre não deve ser o candidato apoiado pela esquerda. As suas ligações com o governo PS/Sócrates condicionam-no e tornam-no, mesmo antes de sê-lo oficialmente, o candidato do governo e de suas políticas.
Posição da corrente Ruptura / FER

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Reunião de Faro

Camarada

Os aderentes do Bloco de Esquerda subscritores da Convenção extraordinária estão a promover reuniões em vários distritos

Porque este é o momento de dar a palavra aos e às militantes, deixamos apenas o apelo à participação e uma proposta de Ordem de Trabalhos, para que as reuniões possam ser produtivas e conclusivas, no que respeita às próximas iniciativas.

A reunião do Algarve e Zona Sul será amanhã, Sábado, 15 de Maio, às 15h00, em Faro, na sede do Bloco.


Proposta de Ordem de Trabalhos

1 - Balanço da iniciativa de convocação de uma Convenção extraordinária
2 - Situação política e eleições presidenciais
3 - Próximas iniciativas (decisões sobre a continuação da recolha de assinaturas, sua entrega à direcção do partido, etc.)

Todas as reuniões são abertas aos e às aderentes, estando a participação em votações naturalmente reservada a quem subscreve a Convenção.

Outras reuniões
Quinta, 20, às 21h30, em Coimbra, na sede do Bloco, para @s camaradas da zona Centro.
Sábado, 22, às 15h00, no Porto, na sede do Bloco, para @s camaradas do Porto e Aveiro.

Saudações bloquistas e até amanhã!

Conclusões da reunião de Braga: Por um candidato do Bloco!

Cerca de metade das três dezenas de aderentes do Bloco de Esquerda que no distrito subscreveram a Convenção extraordinária reuniu na sede de Braga, na sequência dos encontros que durante este mês se realizaram e realizarão em diversos pontos do país.

Em Braga o debate foi vivo e muito participado, tendo os presentes deliberado, consensualmente, transmitir aos demais subscritores da Convenção o seu ponto de vista sobre as próximas iniciativas deste grupo de militantes.

Resumidamente, as decisões tomadas em Braga foram as seguintes:

1 – Prosseguir a recolha de assinaturas até ao final do mês, com o objectivo de que as mesmas sejam entregues na próxima reunião da Mesa Nacional.

2 – Independentemente do número de assinaturas recolhido, não permitir que o debate sobre as presidenciais se transforme numa discussão sobre números, percentagens, ou outros aspectos do funcionamento interno do Bloco.

3 – Decorre do ponto anterior a necessidade de que os subscritores da Convenção tornem claro o seu repúdio político à candidatura de Manuel Alegre / PS, numa altura em que o governo e a direita lançam uma grande ofensiva contra os trabalhadores portugueses, perante a qual não há lugar para hesitações ou meias palavras. Ou se está com as políticas anti-sociais de Sócrates e Passos Coelho, ou se está na luta com firmeza.

4 – Neste contexto de agravamento das políticas capitalistas, importa que o nosso partido, com ou sem Convenção extraordinária, reveja a sua posição face às presidenciais, porque é por demais evidente que Manuel Alegre não é protagonista de “uma candidatura presidencial da convergência mais ampla possível para a luta política da esquerda”, conforme aprovou a VI Convenção. PS, BE e PDA não são obviamente a “convergência mais ampla possível para a luta política da esquerda”, contra o governo PS e a direita conivente. Não existindo qualquer outro candidato já apresentado, ou anunciado, com esse perfil, importa que se cumpra a segunda parte da resolução aprovada no órgão máximo do partido, ou seja, que o Bloco de Esquerda decida “apoiar uma candidatura da sua área política no caso em que essa alternativa [convergência mais ampla possível] não se concretize”.

Braga 14 de Maio de 2010

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Reunião de Braga

Camarada

Os aderentes do Bloco de Esquerda subscritores da Convenção extraordinária promovem, a partir do próximo sábado, reuniões em vários distritos

Porque este é o momento de dar a palavra aos e às militantes, deixamos apenas o apelo à participação e uma proposta de Ordem de Trabalhos, para que as reuniões possam ser produtivas e conclusivas, no que respeita às próximas iniciativas.

A reunião do distrito de Braga será amanhã, quinta-feira, 13 de Maio, às 21h30, em Braga, na sede do Bloco.


Proposta de Ordem de Trabalhos

1 - Balanço da iniciativa de convocação de uma Convenção extraordinária
2 - Situação política e eleições presidenciais
3 - Próximas iniciativas (decisões sobre a continuação da recolha de assinaturas, sua entrega à direcção do partido, etc.)

Todas as reuniões são abertas aos e às aderentes, estando a participação em votações naturalmente reservada a quem subscreve a Convenção.

Outras reuniões
Sábado, 15, às 15h00, em Faro, na sede do Bloco, para @s camaradas do Algarve e zona Sul.
Quinta, 20, às 21h30, em Coimbra, na sede do Bloco, para @s camaradas da zona Centro.
Sábado, 22, às 15h00, no Porto, na sede do Bloco, para @s camaradas do Porto e Aveiro.

Saudações bloquistas e até amanhã!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Livres e democraticamente

No último sábado realizou-se, em Lisboa, a primeira reunião de subscritores da Convenção Extraordinária. Duas dezenas de camaradas discutiram abertamente a acaloradamente as questões relacionadas com a convocatária, as Presidenciais, analisaram a situação política e deram opiniões sobre os caminhos a trilhar (muitas delas divergentes, mas todas com o mesmo objectivo: voltar a levar a participação para dentro do Bloco, fazer um Bloco de militantes e não, apenas ou sobretudo, de eleitores e de funcionários!). Aqui e ali viu-se algum desencanto e algum cansaço, mas, no final, ficou a certeza que nenhum dos camaradas presentes naquela sala da sede de S. Bento pensa em desistir, nem do Bloco, nem de serem ouvidos nas tomadas de posições do Bloco.

Foi uma discussão à volta de uma mesa, sem tempos definidos nem intervenções finais, onde cada um e todos tiveram o tempo que quiseram para livre e democraticamente expressarem a sua opinião.

Foi, como se pretendia, uma reunião de auscultação e de discussão. Esta semana terão lugar as reuniões de Braga e de Faro. No final, depois de ouvidos os camaradas que connosco quiseram partilhar este caminho, tirar-se-ão as conclusões e tomar-se-ão decisões, da forma que nos comprometemos desde o primeiro dia deste movimento: colectiva e democraticamente.